Um sorriso, nunca uma vénia
A miséria a que assistimos nas ruas sufoca os transeuntes. Passar por uma rua na baixa lisboeta (e não só) e ser abordado por alguém que pede dinheiro para o que quer que seja, mesmo que não seja para o que pede, é para mim, triste. Essas pessoas são corpos à beira das estradas que a maioria das pessoas ignora, mas que não são coitadinhos (mesmo que queiram parecer).
Há uns dias conversei com uma amiga que mora na cidade do Porto acerca disso mesmo. Confessei que às vezes não resisto a dar qualquer coisa, porque me toca a miséria das pessoas - mesmo sabendo que não é o meu gesto que os mudará.
Aí, a Cláudia, com toda a sua sabedoria de dezoito anos, contou-me que encontra muitas vezes um rapaz que toca nas ruas. E ela nunca lhe dá dinheiro, mas um sorriso- e todas as vezes ele retribui, como se já existisse uma cumplicidade entre os dois quase inexplicável. O gesto dela é mais valioso que qualquer esmola, é um sorriso de alento e força, um sorriso que não menospreza o rapaz, mas que o purifica e lhe retira mais um pedaço de miséria.
A Cláudia é uma menina bonita e inteligente, é uma menina que escreve bem, que sabe viver e ajuda os outros a viver. Podem ler os seus pensamentos em Ab Imo Corde, vale a pena.
26/04/05 às 21:45
ora aà está uma maneira positiva de encarar a triste realidade!! venham mais sorrisos!! =D
30/04/05 às 19:46
e eu coro por entre as tuas doces palavras.. beijinho* =)