Portugal e o mundo
A qualquer lado que formos, encontramos alguém de outro país. Imigrantes da europa de leste, sul-americanos e africanos são os que mais regularmente decidem viver no nosso Portugal. Eu considero benéfica esta toca de culturas, conhecimentos e trabalho, que por si gera um dinamismo que é agradável a Portugal. Mas que consequências terá?
Os postos de trabalho que são ocupados por gente exógena, não será uma forma de aumentar o potencial desemprego do povo português? Eu respondo que não, por uma simples razão: cada vez mais os povos anseiam trabalhar no que gostam, e não trabalhar por obrigação. Aliás, Portugal é um país cujo povo pouco se interessa por trabalhar para ser rico, e que prefere trabalhar para se enriquecer espirirualmente, assim digamos. Deste modo, os portugueses estão numa fase de tentativa de aliança entre o útil e agradável, e procuram fazer algo que mais que dinheiro, lhes dê prazer. Como tal, vive-se uma fase em que mais importante que encontrar um lugar no mercado de trabalho, será criar o seu próprio lugar- por mais difícil que isso seja.
Os postos de trabalho que os imigrantes ocupam, na maioria das vezes, são postos baixos, é o trabalho que os portugueses não querem fazer. Por mais injusto que possa ser esta desvalorização do homem, é real! O mesmo aconteceu na época alta da emigração portuguesa, em que os nossos faziam o trabalho sujo dos outros.
A imigração tem um aumento na taxa de criminalidade? As estatísticas dizem que não, mas a verdade é que o tráfico de armas e de drogas acontece num processo de branqueamento de gente. O mesmo acontece com o aumento das máfias que fazem tratos com os imigrantes ilegais em troca de dinheiro, da mesma maneira que os patrões muitas vezes exploram-nos e não lhes pagam porque legalmente não são obrigados a fazê-lo, devido ao seu estado não legal. Se o patrão não paga ao empregado, e este não pode pagar à tal máfia, passamos a ter um problema de saúde pública, em que estas pessoas se tornam legalmente impunes no nosso país, e se à morte e crime, esse também não pode ser considerado nas estatísticas oficiais.(é apenas um dos muitos exemplos que poderia dar!)
Até agora temos falado de imigrantes de baixos cargos, passemos para os estudantes: será justo pessoas de outros países ocuparem as vagas no ensino superior público? O facto é que pessoas que saiam licenciadas de Portugal, e que retornem ao seu país em vias ou de fraco desenvolvimento têm uma forte hipótese de fazer o seu lugar, e de investirem e desenvolverem o seu país de origem. Não será justo que no século XXI, a cooperação e o combate às assimetrias no mundo possam ser atenuadas coma ajuda dos países com condições para tal? Ou por outro lado, a ajuda tem de ser paralela, e por isso mesmo nunca deve interferir com a nossa Nação, sem nunca a sacrificar?
É uma questão que apela à reflexão, e por isso mesmo peço que deixem as vossas opiniões sobre o caso.
14/04/05 às 16:57
Bem eu li esta “Opinião” e suscita-me que deve haver aqui alguma falta de ponderação
A imigração em massa actual não é um fenómeno exclusivo ao nosso paÃs e muito menos uma questão politica.
È antes de mais uma consequência directa da globalizacao. Basta ir a Alemanha e ver a quantidade de turcos que há, ou a frança e ver a quantidade de magrebinos e africanos que há, ou a espanha e ver a quantidade e magrebinos que há.
O que é preciso perceber, e isso sim é a causa da imigração.
Ora bem primeiro o que leva uma empresa a empregar um estrangeiro vindo de fora em vez de um portugues ?
E se calhar se pensarem que o portugues mala de cartão antes dos anos 80 (até 1985) já nao existe ?
E se pensarem que o portugues dos ultimos 20 anos já tem um nivel de vida que não quer fazer qualquer coisa e já quer ganhar mais ?
E se pensarem que esse mesmo portugues ja faz esse trabalho la fora e aqui nao faz ?
E se pensarem que um indiano ou um africano ou um gajo de leste faz qualquer coisa por metade de um salario minimo ? ( neste caso dos paises de leste sao pessoas com um nivel de formacao superior bastante maior ke o nosso… reflexo da politica comunista)
E se pensarem que toda a economia forte tem que ter esta percentagem de mao de obra barata para ser sustentavel ?
Ou os meus amigos acham que foram os portugueses que construiram os estadios do Euro, as auto estradas, a expo, a ponte vasco da gama ?
Ou os meus amigos acham que a subida de nivel de vida que o estado porpocionou nos ultimso 20 anos foi a´custa de quem ?
Peguem no papel e façam as contas do que era certas obras grandes do estado terem sido feitas so com recurso a mao de obra interna….
Se forem la fora, vejam exemplos de paises com muito menos potenciais que o nosso e vejam a qualidade de vida deles (e tb há imigrantes)
Não tèm a nossa paisagem, nem a nossa costa, nem o nosso clima, nem tiveram colónias (donde vem mts imigrantes actualmente) e digam lá se não vivem muito, mas muito melhor que nós!
Belgica, Austria, Dinamarca, Filandia, Irlanda…….
Agora não será mais uma fase de desajustamento daquilo que o pais deve seguir ? Um pais de serviços ? Com uma boa aposta na educação e formação ?
Agora virem me mandar postas de pescada, trazendo argumentos invalidos da imigração para tapar os erros da descolonização e da falta de estrategia e ajuste perante o desafio deste mundo mais global, é no minino preguiça mental, desconhecimento ou racismo……
Até porque a nossa historia nao pode esquecer o Portugues Mala de Cartão…… até parece que nós nunca fomos imigrantes….
20/04/05 às 15:40
Por acaso este tema foi assunto de discussão numa aula que tive na semana passada. E nessa aula foi discutido que a principal razão para a criminalidade praticada por imigrantes era a ausência de infra-estruturas e apoios do nosso paÃs aos mesmos. Se fossem criadas as condições… muita coisa seria resolvida. É claro que é difÃcil num paÃs desorganizado como o nosso e com um governo tão… móvel e inconstante. Acho que muita coisa se resolveria se observássemos com mais atenção como é que outros paÃses mais desenvolvidos lidam com estes problemas. Mas somos pobres e isso não ajuda nada!