Gente Doente
Falar sobre a experiência de viver nos subúrbios de uma grande cidade… É complicado para quem não teve a experiência de viver noutro meio. Mesmo assim, segundo a minha curta experiência no meio rural, observo uma grande diferença em relação ao meio urbano em que vivo; diferença esta que está principalmente ligada com a atitude das pessoas em relação às outras, o modo como interagem e socializam, como dividem as tarefas, como festejam as alegrias… Em suma, o olhar com que assistem à vida é diferente.
Para mim é surpreendente a maneira como os aldeões confiam nos outros e partilham com tanta facilidade os seus pertences, as suas casas. E cumprimentam com um sorriso aberto e sincero as pessoas que não conhecem. Depois, uns segundos mais tarde, esforçam-se por conhecer a pessoa que cumprimentaram. E essa pessoa responde com murmúrios e monossílabos pois vem da cidade e a desconfiança é característica imperativa neste espaço. Tem de o ser pois não é habitual um gesto mais cortês e afável… o citadino desconfia…pode haver uma segunda intenção…
Nas inúmeras filas, em qualquer tipo de serviço, sinto muitas vezes um grande desconforto quando ouço uma voz indignada. Alguém que passou alguém à frente. Têm razão, mas a maneira como se dirigem ao outro alguém é… triste.
Não vale a pena falar no lixo e na poluição, na falta de saúde, na pobreza, na elevada criminalidade, na falta de respeito e dignidade porque, infelizmente, todos nós, enquanto parte integrante do meio urbano, conhecemos esta realidade. Porém, pode ser que haja esperança para esta gente… doente… de corpo e mente.
17/04/05 às 19:39
Acredita que à s vezes sinto o mesmo. Na terra da minha mãe (q não é muito longe da cidade) as pessoas cumprimentam-se todas, há uma cumplicidade que não se sente “aqui”.
Gostei muito do texto, parabéns
**
20/04/05 às 14:29
E ela a dizer q n tinha jeito p a coisa!!! ta mto bom gaija!!
25/04/05 às 15:38
Tá mt bom sim senhor
e é bem verdade…
27/04/05 às 10:50
É verdade.
Mas não nos podemos esquecer de uma diferença ainda mais importante….é que as pessoas no meio urbano, dito industrial, não liga a coisas simples que acontecem no dia-a-dia. Coisas simples, mas que são demasiado importantes para a nossa vida e sobrevivência. Puro e simplesmente há coisas que são esquecidas nas grandes à reas urbanas, tal como espaços verdes. Mas ainda há mais, como por exemplo, a falta de preocupação sobre a escassez de à gua…qualquer pessoa hoje em dia é bem capaz de deixar a torneira a correr numa casa de banho pública (além de não ser ele a pagar) sem se aperceber correctamente do mal que está a fazer. É também muito comum no meio urbano acontecer coisas como um miudo que viveu toda a sua infância numa cidade e que pensa que as galinhas nasceram no talho….ou seja, nunca viram uma galinha a sério.
É uma coisa que acontece bastante e que não nos podemos descuidar…porque qualquer dia existem coisas que irão cair no esquecimento.
17/05/05 às 0:01
É que é verdade! Vais na rua, e até te faz sentir bem olhar para as outras pessoas e elas estarem de sorriso aberto a dizerem um simples “olá”, isso a mim deixa m animada, faz m sorrir é bom!
Já me aconteceu, estar na paragem e chegar um senhor mais velho e desejar um “bom dia” e ninguem responde ou ficam admiradas…
Ai ai ai q falta de simpatia e humildade nas pessoas.
Gostei bastante do texto catraia
bjoca na mamoca