Pena ou morte?

Publicado em 19 de Mai de 2005 por Marineide

A que ponto chegou o ser humano! As notícias da actualidade mostram-nos actos chocantes e inconcebíveis se tivermos em conta a autoria de tais acções. Ainda se torna mais cruel e desumano se considerarmos o que sempre se disse, desde a Antiguidade: o “facto” de que o Homem é um ser racional. Como é que o ser humano pode ser considerado racional quando consegue torturar e matar outro ser humano? Ou uma criança? Ou uma pessoa do próprio sangue? E quando reúne todas estas condições?! Foi o que aconteceu recentemente com a Joana e a Vanessa. Não é possível conceber nem uma pequena ideia do sofrimento pelo qual estas crianças passaram. Sofrimento ampliado por saberem que estavam a ser vítimas de pessoas que conheciam e que deveriam zelar pelo seu bem estar. (ler tudo…)

Eu vi um sapo

Publicado em 10 de Mai de 2005 por OpenMind

Sou frequentador de muitos cafés cá da zona como muitos de vós também serão. Gosto de começar o dia com um pequeno-almoço na Torp e depois de almoço um café na Figueira em Flor enquanto leio o jornal. Se ainda tiver possibilidade, depois de jantar dois dedos de conversa com os amigos num bar qualquer. E a ver pela quantidade de estabelecimentos que temos e a afluência que têm não sou o único com estes hábitos. Neste tempo que passo na mesa de um café, bar ou restaurante gosto de olhar à minha volta e ver os quadros que estão na parede, a máquina de café, a arca dos gelados, os bolos de aniversário, as batatas fritas, as pastilhas, o pão e tudo o resto que é característico destes cenários. Há contudo um elemento no meio desta miscelânea taberneira que só pode ser compreendido à margem da mitologia prosaica, um pouco como os gatos pretos. Quase sempre à entrada ou visível da porta, sentado, com olhos grandes e sempre, sempre verde. É o sapo! (ler tudo…)

O controlo da mente

Publicado em 8 de Mai de 2005 por Pacithapis

A mente humana não é completamente independente, e capaz de seleccionar o que a ela se apresenta. A publicidade é uma das formas de controle da mente, conduzindo o indivíduo numa direcção definida, senda na maioria das vezes, a compra.
Hannah Arendt*, na procura da delimitação das formas do poder, encontra este tipo de poder como o menos legítimo, visto que é baseado na persuasão e sedução imperceptível pelo paciente. A publicidade mais que vender, pretente que o paciente veja o produto/serviço como algo necessário à existência, e como tal, fá-lo fazer sacrifícios para o ter. Posteriormente, procura que o fenómeno se espalhe graças ao contacto com outros pacientes indirectos. Dando o exemplo do telemóvel, que é algo supérfluo (mesmo que útil) à existência humana, é frequente ouvir relatos de pacientes admitindo que “não vivem sem telemóvel”. (ler tudo…)

Um sorriso, nunca uma vénia

Publicado em 26 de Abr de 2005 por Pacithapis

A miséria a que assistimos nas ruas sufoca os transeuntes. Passar por uma rua na baixa lisboeta (e não só) e ser abordado por alguém que pede dinheiro para o que quer que seja, mesmo que não seja para o que pede, é para mim, triste. Essas pessoas são corpos à beira das estradas que a maioria das pessoas ignora, mas que não são coitadinhos (mesmo que queiram parecer). (ler tudo…)

A linha da vida

Publicado em 23 de Abr de 2005 por Emanuel

Ora, que toda a gente sabe que São João da Talha está a modernizar-se, é um facto. São João da Talha está a tornar-se o espelho de uma sociedade mais civilizada, com mais objectivos e uma visão direccionada para o futuro. Consequentemente os seus habitantes cada vez mais instruídos gozam de um bem-estar de vida mais elevado, depois se já não bastava o Centro de Saúde temos o Quartel da GNR mesmo em cima. Porém ultimamente preocupo-me mais com o facto em que a nossa vida tem que estar preparada e programada. É uma situação em que se pode barafustar mas não podemos fugir. (ler tudo…)