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	<title>Blog do SJTalha</title>
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	<description>Era só o que faltava...</description>
	<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 00:06:06 +0000</pubDate>
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		<title>Arte</title>
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		<pubDate>SÃ¡b, 05 Nov 2005 23:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pacithapis</dc:creator>
		
	<category>Pacithapis</category>
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		<description><![CDATA[Desde sempre que foi o canal do pop por excelência, e pela abrangência do pop, também o canal se tornou um fenómeno de audiências. Qualquer que fosse a minha opinião acerca da qualidade da música que a MTV passa, acabaria por afirmar sempre que é, de facto, uma aposta com grande sucesso que contribui para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Desde sempre que foi o canal do pop por excelência, e pela abrangência do pop, também o canal se tornou um fenómeno de audiências. Qualquer que fosse a minha opinião acerca da qualidade da música que a MTV passa, acabaria por afirmar sempre que é, de facto, uma aposta com grande sucesso que contribui para o aparecimento de novas caras na música, tendo em conta o seu carácter mais ou menos eclético dos seus variados programas. Com a MTV surgiu uma geração de seguidores de todos os eventos e de todas as caras. Essa geração, talvez influenciável, adoptou o estilo &#8220;5 minutos de fama&#8221; com toda a força, e por isso verificou-se um certo maquiavelismo nestes jovens da pop. Não importará que daqui a meia hora o seu comportamento se assemelhe a um selvagem ou a um sem escrúpulos, nem tão pouco que a roupa que se usou passe a parecer feia. Importa que ali, naquele minuto, se pareça estar na moda. Não na moda enquanto arte, mas na moda enquanto ser-se o primeiro a mostrar a influência MTV. A ser um semi pastor, diga-se. Leêm-se as revistas, ficam por ler Oscar Wilde, Kafka, Jorge Amado, e tantos outros alimentos do espírito. Compra-se a roupa, fica por comprar o meterial para a arte. Não se vive sem ouvir o último single, deixam-se os autores que não vivem para o comércio morrer.<br />
E no fundo, a falta de senso destes rebanhos acabam por alimentar o fenómeno, e fecham-se os olhos às brechas para continuar a sonhar. Muitos deles não saberão que o público entusiasta TRL e dos espectáculos é composto por figurantes. Os que saberão, querem ser os mais MTVêscos para tentarem aparecer na caixinha mágica e destruidora.<br />
Se pudesse caracterizar o fenómeno, considerava-os sugadores de mentes, mas filtros da sociedade: as massas serão o novo povo medieval, não porque não possam deixar de o ser ( como os últimos), mas porque estão presos nas teias do menor esforço. E enquanto a MTV e outros, chegarem aos olhos dos preguiçosos de espírito, os restantes assistirão ao colapso da verdadeira arte. A inútil, a da inconsequente, mas bela, necessidade de expressão.
</p>
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		<title>Os FotoBlogs femininos</title>
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		<pubDate>Dom, 11 Set 2005 22:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rita</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Feliz ou infelizmente, algo me tem vindo a inquietar o pensamento com maior frequência... 
Poderia usar-se como desculpa as altas temperaturas de Verão, mas o facto é que as mulheres de hoje em dia, quer dizer, as meninas... gostam de usar cada vez menos roupa. E para além disso, fazem questão de partilhar não para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Feliz ou infelizmente, algo me tem vindo a inquietar o pensamento com maior frequência&#8230;<br />
Poderia usar-se como desculpa as altas temperaturas de Verão, mas o facto é que as mulheres de hoje em dia, quer dizer, as meninas&#8230; gostam de usar cada vez menos roupa. E para além disso, fazem questão de partilhar não para uma, nem para duas pessoas essa sua escolha&#8230; uns milhões basta. Falo pois dos FotoBlogs, em que a mulher para se sentir mulher, tem que ter no mínimo uma biblioteca virtual de fotografias suas, nua ou semi-nua consoante o roupeiro do quarto e os graus que se apresentem no termómetro lá de casa. Tal qual como em qualquer biblioteca, em que os livros se organizam por temas, a maioria dos seus FotoBlogs ou “bibliotecas virtuais”, organizam-se por vistas, nomeadamente da cintura para cima, da cintura para baixo e/ou ambas as partes. Com sorte ainda se arranja alguém que não seja egoísta e que dê oportunidade aos visitantes de verem as coisas num maior plano&#8230; Qualquer criança, jovem ou adulto que ainda tenha dúvidas acerca da constituição do corpo humano feminino, pode aproveitar a boleia e substituir os tradicionais livros de anatomia humana&#8230;<br />
É bem verdade que este ano muitas e muitas florestas foram sacrificadas pelos fogos, ateados pela Natureza e inclusivé pela mão do próprio homem. Bem sabemos que as consequências foram desastrosas&#8230; então por favor, mandem água p’ra cima dessas tipas! Afinal de contas que pretendem elas, ao expôr perante qualquer um(a) um bem tão precioso como a intimidade?<br />
É certo e sabido que todos gostamos de ouvir um elogio, por mais simples que possa ser. Faz-nos sentir bem connosco próprios e com o mundo à nossa volta. Mas que sentido podem eles ter, se não nos forem ditos pelas pessoas que trazem um verdadeiro sentido à nossa vida? Se são elogios que pretendem, por favor, dirijam-se àqueles que vos conseguem ver para além de um decote acentuado e um rabo á maneira. Ser mulher é muito mais que isso&#8230;
</p>
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		<title>Parque (das Nações) de Betão</title>
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		<pubDate>Ter, 26 Jul 2005 12:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blimunda</dc:creator>
		
	<category>Outros</category>
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		<description><![CDATA[Com tantas propostas de cidade-modelo para a zona oriental de Lisboa, com tantas aspirações para uma área onde imperasse a qualidade de vida, com tantas promessas de que a urbe iria abraçar o rio, quem imaginaria que o Parque das Nações se tornaria - e o processo (progresso?) continua em marcha – o muro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Com tantas propostas de cidade-modelo para a zona oriental de Lisboa, com tantas aspirações para uma área onde imperasse a qualidade de vida, com tantas promessas de que a urbe iria abraçar o rio, quem imaginaria que o Parque das Nações se tornaria - e o processo (progresso?) continua em marcha – o muro de betão entre as pessoas e o Tejo que é hoje? O Parque é cada vez mais feito de betão e cada vez menos feito de gente, de rio e de árvores. Apesar de não ser, nem de longe, a pior zona urbana da área metropolitana de Lisboa, é na sua totalidade um falhanço no que diz respeito a uma tentativa de mostrar que Lisboa pode ter qualidade de vida, pode ter espaços verdes, aliás pode ter espaço para si própria e para os que aí vivem. <a id="more-17"></a>Com a construção desenfreada e a especulação imobiliária acéfala que reina na antiga Expo para a qual foram prometidos mundos e fundos, o Parque tornou-se betão irrespirável, com edifícios encavalitados até não caber mais, até já não se ver o rio que os portugueses redescobriram no saudoso ano de 1998. Sim tem parques, sim tem ginásios e faculdades e centros comerciais e empresas de telecomunicações, sim até tem internet via electricidade, sim tem edifícios inteligentes mas o que sobra em pseudo-infra-estruturas falta no respeito pelas promessas que foram feitas para o Parque. Para quando a assunção de que as pessoas não são encaixáveis em pequenas gavetas feitas de tijolos mas que precisam de um ambiente propício a um crescimento saudável das crianças, a um retorno relaxante do trabalho para adultos e a um quotidiano pacífico para idosos?<br />
Este Parque, a 20 minutos de São João da Talha, deveria ser uma mais-valia, um exemplo na paisagem urbana tristemente degradada do nosso país, deveria marcar um ponto de viragem da construção selvagem para um planeamento urbanístico moderno e, acima de tudo, civilizado. Muitas pessoas julgam que não, que aquela zona é um espaço-modelo praticamente sem defeitos, no entanto lembrem-se do que havia em 1998, uma Expo arejada, e do que temos hoje. Antes da Expo98 aquele lugar era uma lixeira gigantesca e fazia parte do “portfólio” das vergonhas nacionais. Depois, requalificou-se o local (como os autarcas gostam tanto de referir) e foi prometido um espaço novo de união entre as pessoas e o Tejo onde iria haver construção mas sem exageros. O Parque das Nações foi uma oportunidade perdida para uma verdadeira requalificação, mas uma requalificação de mentalidades e de uma cultura da irresponsabilidade e da exploração do nosso meio. Fora o exemplo de cidade-modelo, fora a oportunidade de melhorar, fora a qualidade de vida o que resta? Um Parque das Nações feito de betão.
</p>
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		<title>Vamos falar de música!</title>
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		<pubDate>Qui, 14 Jul 2005 00:38:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>retina.p</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Numa época em que está na moda os festivais de verão, existe uma situação pertinente com a qual nos devemos debruçar: porque é que os festivais estão todos a abarrotar e muitas das vezes os concertos mais pequenos estão vazios? Somos aliciados por várias razões para ir a um festival destes. Amigos, bandas que gostamos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Numa época em que está na moda os festivais de verão, existe uma situação pertinente com a qual nos devemos debruçar: porque é que os festivais estão todos a abarrotar e muitas das vezes os concertos mais pequenos estão vazios? Somos aliciados por várias razões para ir a um festival destes. Amigos, bandas que gostamos, a liberdade de estar longe dos pais e poder fazer o que nos der na real gana, entre muitos outros factores. A verdade é que é muito bom ir a festivais de verão, para quem ainda não foi, sugiro que experimente ir a um deles. E a oferta é grande: Vilar de Mouros, Zambujeira do Mar, Paredes de Coura, Festival Tejo, e muitos outros que surgiram há pouco tempo. O que importa ver aqui é que muitos jovens não deixam de ir a estes festivais por nada deste mundo<a id="more-16"></a>, mesmo que o preço do bilhete custe 80€. Mas, quando existe um concerto mais pequeno ao longo do ano, ou um concerto de bandas menos conhecidas (muitas denominadas de Underground) ninguém vai, ninguém aparece. Isto é fruto do quê? Será necessário uma campanha massiva onde é preciso passar na TV 15 spots de publicidade por dia? Pelos vistos é preciso o bilhete ser caro e tudo ter um aspecto caro para que os jovens se sintam á vontade para ir a um concerto destes. Falo muito especificamente de concertos que até são à borla. Falo de concertos como por exemplo o que houve na nossa freguesia de S. João da Talha, onde foi actuar Mesa e em que estiveram no máximo 100 pessoas a assistir ao concerto. E Mesa poderia ser das muitas bandas a tocar num festival de verão. Mas bom, se calhar o pessoal achou que não devia ir, porque além de ser à borla era mesmo à porta de sua casa. Devem pensar “que raio, agora sair de casa e pôr logo os pés num concerto à borla e ver uma das melhores bandas de música portuguesa? Nem pensar nisso….mas se fosse em Paredes de Coura já curtia ir ver.”&#8230;&#8230;<br />
Quando falo em Mesa falo a título de exemplo, porque já aconteceram outros assim, como Jorge Palma no mesmo local (recinto em frente ao Gimnodesportivo de S. João da Talha) onde a assistência foi praticamente a mesma. Mas também me quero referir a concertos de bandas de garagem que existem na freguesia e arredores. A esses concertos dá-me tanta ou mais pica assistir como se assistisse a uma banda de grande nome a nível internacional. Isto, porque é tão raro haver concertos destes, como vir a Portugal uma banda conhecida. E é mais importante dar o nosso apoio a bandas da nossa localidade, pois a música é um modo de encarar a vida, e ninguém mais do que essas bandas de garagem merecem o nosso apoio e ida aos concertos deles.</p>
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		<title>De Freguesia a ghetto</title>
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		<pubDate>Qua, 25 Mai 2005 22:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pacithapis</dc:creator>
		
	<category>Pacithapis</category>
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		<description><![CDATA[O marasmo cultural da nossa Junta de Freguesia inquieta-me. São João da Talha possui uma vasta população jovem, que necessita de informação e de estímulo para a cultura. Contudo, não assistimos a iniciativas que prendam a maioria deles. Não irei atribuir culpas, ou pedir algum tipo de satisfação à administração, mas o facto é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O marasmo cultural da nossa Junta de Freguesia inquieta-me. São João da Talha possui uma vasta população jovem, que necessita de informação e de estímulo para a cultura. Contudo, não assistimos a iniciativas que prendam a maioria deles. Não irei atribuir culpas, ou pedir algum tipo de satisfação à administração, mas o facto é que pouco ou nada vejo que agarre a classe etária que mais informação procura. Muitas das vezes, constato que do centro de Lisboa, a nossa freguesia (quem conhece, claro está) é olhada com algum preconceito; primeiro devido às raízes que os acampamentos de pessoas de etnia cigana têm vindo a proliferar na nossa freguesia, segundo porque as nossas escolas não são capazes de oferecer um ensino suficientemente estimulante e com qualidade, e finalmente, em terceiro lugar, porque não existem inputs/outputs juvenis de qualidade que nos façam valer.Por mais que me custe, a verdade é que estes pontos verificam-se na maioria das situações.<a id="more-15"></a><br />
A comunidade cigana instalada provoca alguns distúrbios e constrangimento à população, o que resulta de uma má opinião que é passada em catadupa para fora. É verdade que nem todos os ciganos nos prejudicam, mas já se sabe que a generalização é quase inevitável na opinião pública.<br />
O ensino é um problema bicudo na nossa freguesia. Se os professores aumentam o grau de exigência, os alunos &#8220;revoltam-se&#8221;, e a escola é obrigada a manter a baixa exigência. O problema reside na má preparação dos alunos, que ingressam no ensino superior, que acabam por sofrer um choque por isso mesmo. A fraca educação resulta numa fraca potencialidade dos adultos de São João da Talha.<br />
Finalmente, a organização da Junta de Freguesia não estimula esse mesmo salto qualitativo quer no estímulo dos jovens, quer no ensino. Daqui, resulta uma fraca intervenção e reivindicação na nossa massa mais jovem, assim como uma impossibilidade de intervenção nas qualidades da Freguesia, visto que seria a iniciativa e o estímulo que resultariam num maior/melhor grau de ensino, assim como maior a potencialidade de serem adultos bem sucedidos.<br />
Qual seria a solução para o problema?
</p>
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